Mostrando postagens com marcador gramercy. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gramercy. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Meu reino por um porco! - Maialino, Nova Iorque

Na bolsa de restaurantes nova-iorquina, o porco está em alta! É porco de focinho a rabo, em todos os cortes e preparos. Chique, simples, tamanho-família ou “nouvelle-porquinho”, é lombo, presunto e bacon pra todo lado! Fosse eu um suíno, gostaria que meu destino fosse selado na Bairrada, em Portugal, ou no Maialino, em Nova Iorque.



O cardápio do Maialino, no entanto, vai muito além das bochechas do mamífero; passeia por toda a Itália, em preparações simples e fartas. É programa para a família inteira que pode se distribuir pelas inúmeras mesas com toalhas quadriculadas.


O empreendimento de sucesso tinha que ter o dedo de Danny Meyer, o restaurateur mais onipresente de que se tem notícia. São dele o Gramercy Tavern, Tabla, Eleven Madison Park e Union Square Café, entre outros. Todos restaurantes de sucesso, felizmente longevo. Danny descreve a casa como uma trattoria romana, o que pode até ser verdade na alma da cozinha, mas o espírito da “deusa Manhattan” se faz presente no serviço rápido, na preocupação com o giro, na distância entre as mesas e nos adjetivos usados pelos garçons.



Uivo ao pensar no “Malfatti à Maialino”, lascas grosseiramente cortadas de massa feita na casa, com nacos de lombo de porco e rúcula banhados em caldo de limão siciliano e queijo Pecorino Romano. Não dá pra descrever o quão simples, delicado e maravilhoso é o prato. Também muito leves são as fatias de peixe espada com compota de cebolas ou as fatias de presunto, ambas as entradas defumadas na casa. O peito de frango com farinha rústica moída no restaurante foi um sucesso entre as crianças. Mas me encantei também pela cremosa pannacotta perfumada com sálvia e gordas framboesas em cima.



Há inúmeras opções de massa, uma correta carta de vinhos com foco em Itália e cervejas do Lazio, Piemonte, Friuli e Alto Adige.



Se a fome for grande e o grupo também, basta pedir um item que está fora do cardápio base: o “Maialino” (porquinho inteiro) assado, a U$72.00. O preço é puxado, mas o prato é para três. Não sei se para três pessoas ou para hibernarmos os três meses seguintes. Só sei que vale a pena.


MAIALINO
http://www.maialinonyc.com/
2, Lexington Avenue – Nova Iorque
(212) 777.2410

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Say cheese! - Gramercy Tavern, Nova Iorque

É sempre bom revisitar um clássico. Sempre? Na verdade, não. Apenas quando a realidade não trai a memória da boa comida e serviço experimentados. Minha volta ao Gramercy Tavern, um dos 10 preferidos pelo público nos últimos 10 anos foi assim: um agradável reencontro com o passado, agora com novos motivos para voltar.

O restaurante, que ostenta uma estrela do Michelin, é bastante sóbrio, mas a chamada “Taverna”, o salão da entrada, é uma ótima opção para o domingo. Mais informal sem perder a elegância, tem mesas redondas de madeira de frente para o bar.

As opções com carne de porco são a melhor pedida, como a fresca e deliciosa salada de folhas verdes, aipo e finas fatias de porchetta marinadas em vinagre de cidra. Deliciosa.

O sanduíche de “pulled pork” (porco desfiado) com um aromático molho de tomate e especiarias é de comer de joelhos. As almôndegas com queijo Fontina derretido, sobre um untuoso purê de batatas e molho feito com o caldo da carne também são uma ótima pedida para qualquer idade.

Os peixes não surpreenderam, mas também não decepcionaram. Comi um bom robalo com acelga, pignoles e cebola calabresa.

A carta de vinhos é uma das mais premiadas da cidade e as opções são intermináveis. Veja aqui.

Mas esqueça isso tudo. Eu poderia ter pulado o almoço e optado pelo programão que é comer um prato de queijos no local. Meu dever de casa era conhecer a fundo os produtores americanos.

Minha seleção: um queijo de cabra com cinzas da Pennsylvania (Ash Log); um Pearle, queijo de cabra e vaca de Lamoine (Maine); um Camembrie, queijo de vaca de Salisbury (Vermont), um Grayson, queijo cru de vaca, de casca lavada de Galax (Virginia); um Vermont Shepperd, queijo de ovelha cru de Putney (Vermont); um queijo de vaca cru de Landaff, (New Hampshire); um Cavemen Blue, queijo azul de Central Point (Oregon) .

Fiquei muito impressionada com a qualidade dos queijos. O leite “rico” americano faz maravilhas pelo sabor. Nossos preferidos foram o Grayson e o Pearle. Todos regados por um Porto Smith-Woodhouse 94, dica do sommelier.

Esse papo de rato me lembrou que a melhor casa de queijos de Nova Iorque é o Artisanal. Mas isso é outro post...

GRAMERCY TAVERN
http://www.gramercytavern.com/
42, East 20th street, entre Park Avenue e South Broadway
212 477.0777